Por ocasião da morte de Steve Jobs, The Economist publicou um relatório especial sobre tecnologia pessoal, intitulado “Beyond the PC“.
A revista aponta que, do ponto de vista do mercado de tecnologia, a era WinTel — domínio dos aparelhos rodando Windows sobre processadores Intel — está acabando, obliterada pelo enorme crescimento dos aparelhos pessoais, desenhados para o consumidor, aparententemente impulsionado pela ubiquidade da conectividade móvel.

O special report vale a leitura, mas o resumo rápido é que a fronteira do desenvolvimento tecnológico está se deslocando dos grandes (enormes) investidores como Forças Armadas, academia e grandes organizações para a tecnologia dedicada ao uso pessoal, desenvolvida por fabricantes com as necessidades do consumidor em mente.
O mercado apelidou este fenômeno de “consumerização da TI”
Esta consumerização está apoiada em três pilares que, segundo a Economist, deverão impulsionar o mercado dos ‘gadgets’ de tecnologia nos próximos anos:

1. Experiência de uso dos novos aparelhos ‘pós-PC’
Se o PC foi o computador pessoal, que nos permitia personalizar áreas de trabalho e rodar aplicativos mais enxutos do que os de mainframe, os smartphones e tablets são mais do que pessoais, são íntimos. Com uma enorme gama de features e funções, nós os carregamos por toda a parte. Podemos deixar bolsas e esquecer nossas malas, mas dificilmente deixamos os iphone e blackberry para trás.
2. Hospedagem de conteúdo pessoal na nuvem
A proliferação de serviços grandes e pequenos de hospedagem na nuvem — do Gmail ao Dropbox — é outro exemplo que começou atendendo consumidores e já está migrando para dentro das organizações, como o serviço de hospedagem oferecido pela Amazon. O Facebook reporta que usuários do serviço em aparelhos móveis são duas vezes mais ativos do que os de “computadores fixos”.
3. Conectividade móvel

The Economist afirma que esta é a faísca desta pequena “revolução”. A possibilidade de estar sempre conectado fazavançar o uso das ferramentas e, consequentemente, novos desenvolvimentos. O CEO do Skype exemplifica com o desenvolvimento de funções inspiradas por professores, que vinham usando o serviço para trocar experiências de aula. Ou um serviço para enfermeiras usarem em hospitais, eliminando os incômodos anúncios em alto-falantes.





